Mono: "Enquanto isso, na lista da Conectiva S/A..."
Chegou no meu email, da Lista da Conectiva S/A que eu participo... De: Rodolfo Ribeiro Machado |
Para: linux-br@bazar2.conectiva.com.br
Data: 05/05/2006 13:39
Assunto: (linux-br)Re: Mono - a arma da MS contra o OS que ela odeia
" Sobre este assunto o que eu tenho a dizer é que foi por isto que eu sai do Windows e fui para o Linux, eu programei em Delphi por 7 anos, quando eu achei que estava chegando no estado da arte, aperfeiçoando meus programas ao máximo, veio este tal de .Net. Eu assinava uma revista de Delphi chamada "Clube Delphi" quando a Borland lançou o Delphi 8 para encampar o .Net ai vieram os artigos na revista para explicar aos programadores como funcionava a tecnologia. Por exemplo, eu tencionava começar a construir DLL's, já que eu tinha muitas units de código fonte em pascal redundantes nos programas, então eu poderia compilar uma unit como DLL e torna-la disponível a todos os meus programas para não ter de copia-la individualmente em cada programa, mas no .net, sempre segundo os artigos da revista, as DLL's estariam extintas, nem mesmo abrir um simples arquivo texto com um programa por mim desenvolvido seria mais possível. Ai veio aquele papo de que a ferramenta de programação, a IDE, se torna irrelevante no .Net, o que conta de fato é a biblioteca subjacente de objetos da Microsoft. Também o que me decepcionou muito foi que a partir do Delphi 6 a Borland lançou o Kylix e ai eu vi a chance de entrar no mundo do Linux tornando meus programas em Delphi compatíveis com Linux através do Kylix mas este sonho logo se desvaneceu com o anunciou de que a partir do Delphi 8 esta compatibilidade não mais existiria por causa do .Net. Alias no Delphi 8 não da nem para compilar os programas escritos nas versões anteriores, eu tinha programas que eu comecei a desenvolver no Delphi 3 e recompilei sucessivamente no 4,5,6, e 7 e agora estava \"travado\" no 8. Também não vi nenhuma vantagem significativa no .Net que justificasse uma mudança tão brusca no Delphi 8. Ai vieram enxurradas de carta para a revista \"Clube Delphi\" de programadores insatisfeitos com o Delphi 8 e posteriormente a Borland lançou o Delphi 2005 com a opção de escolher entre .NET e Win 32 para manter a compatibilidade com as versões anteriores só que para mim já era tarde, porque se eu continuasse no Win 32 estaria sempre \"defasado\" e já que era para recomeçar da estaca zero eu preferi adotar uma nova plataforma onde novas tecnologias fossem adotadas de forma mais democrática e que realmente signifiquem uma melhoria, um acréscimo.Resolvi então começar a usar o Linux e a estudar C++, já que o Kylix foi descontinuado e C++ me parece ser um padrão firme, sólido, não suscetível a modismos. Resumindo, a Microsoft cooptou a Borland, fazendo-a desistir de qualquer investimento no Linux, em troca a Microsoft passou a recomendar o compilador de C# da Borland como padrão para o .Net em detrimento do seu próprio compilador, já que foi a Microsoft quem criou o C#. O que devemos distinguir nesta história, separando o joio do trigo, é o que é realmente uma nova tecnologia que traga
benefícios para o maior numero possível de pessoas, do que é um simples re-arranjo de tecnologias pré-existentes com o motivo claro de criar mais monopólio, aprisionar mais ainda os usuários como é o caso do .Net. Por isso
acho estranho que tal tecnologia seja portada para o Linux, é no mínimo desnecessário, mas não vejo má fé da parte de ninguém na comunidade Linux e sim muita alienação de quem aposta neste mono. "
É...o "bicho vai pegar"...rsss

